17% das mulheres portuguesas pensa em criar um negócio
Estudo da METRO estuda e analisa a experiência das mulheres
empresárias, em 10 países, incluindo Portugal
Mais de metade das mulheres portuguesas inquiridas afirma que é um
sonho iniciar o seu negócio próprio (54%)
As maiores barreiras em Portugal são a falta de apoio financeiro
(56%), situação económica que o país atravessa (53%), burocracias
(43%), taxas e impostos a pagar (36%) e falta de aconselhamento
(16%)
Lisboa, 08 de Março de 2018 –
A experiência das mulheres que possuem negócios próprios é o foco da
segunda parte do Private Business Study , um estudo internacional
lançado hoje e desenvolvido pela METRO
, em 10 países.
Através do estudo é possível concluir que, ao mesmo tempo que
aproximadamente uma em cada duas mulheres manifesta o desejo de iniciar o
seu negócio próprio (45%), apenas 12% acreditam que vão realizar essa
ambição.
De acordo com o estudo, apurou-se ainda que as mulheres enfrentam a nível
global diferentes obstáculos ao iniciar um negócio, entre os quais a falta
de apoio financeiro (49%), a situação económica em geral do seu país de
origem (43%), carga tributária (29%), bem como a burocracia (28%) e falta
de informação e conselhos (16%).
EM PORTUGAL
PRINCIPAIS RAZÕES PARA A CRIAÇÃO DE UM NEGÓCIO PRÓPRIO
O estudo demonstra ainda que em Portugal,
54% das mulheres manifesta o desejo de iniciar o seu negócio
independente
e 43% afirma que gostaria de abrir um negócio próprio , uma
vez que desta forma poderiam desenvolver uma atividade profissional de
acordo com aquilo que realmente é a sua paixão. A completar as principais
razões apontadas que levam as mulheres a criar o seu próprio negócio
encontra-se o facto das
inquiridas terem em boa conta a ideia de serem os seus próprios chefes
(33%)
e
sensação de satisfação por ter um negócio criado por iniciativa própria
(38%). Apenas 6% das mulheres manifesta a sua vontade em abrir um
negócio com o objetivo de enriquecer.
BARREIRAS
As barreiras à criação de negócios próprios são comuns aos 10 países
inquiridos, sendo que as
mulheres portuguesas afirmam que os maiores fatores de retração são a
falta de apoio financeiro (56%),
a situação económica que o país atravessa (53%) e aburocracia (43%), seguidos daexistência de muitas taxas e impostos (36%) e a falta de aconselhamento (16%).
Ainda assim, confrontando a intenção com a realidade, apenas
17% das mulheres portuguesas refere que provavelmente vai iniciar um
negócio próprio, num futuro próximo
, uma percentagem ligeiramente acima da média global (13%) e que coloca
Portugal na 2.ª posição do ranking, apenas atrás da China com 21%.
ESTEREÓTIPOS
A nível global, as mulheres empresárias ainda enfrentam, atualmente,
diversos desafios na sua vida profissional, entre os quais os estereótipos
profundamente enraizados. Mais de metade (56%) das mesmas, teme poderem ser
tratadas de forma injusta nos negócios, porque pode ser assumido que não
possuem um conhecimento aceitável, não sendo suficientemente resistentes.
Metade das inquiridas (50%) afirma que existem ainda muitos estereótipos e
que as mulheres são tratadas injustamente em relação aos homens, a um nível
global.
Em Portugal, do total dos inquiridos,
83% afirma que deveriam existir programas governamentais que incentivem
e apoiem as mulheres a criar negócios próprios
. Comparativamente com o primeiro estudo lançado, no geral, a
percentagem de homens que deseja criar um negócio próprio (57%)
situa-se ligeiramente acima da percentagem de mulheres (54%).
Ainda assim, foi também possível apurar que
em Portugal apenas 8% afirma que é mais difícil para as mulheres ter
sucesso num negócio próprio
, a percentagem mais baixa dos 10 países presentes no estudo e com uma
discrepância de 14% para a Holanda, o segundo país com percentagem mais
baixa neste fator.
No que diz respeito aos homens, apenas
2% dos inquiridos afirma que estes têm mais dificuldade em alcançar o
sucesso nos seus negócios
, sendo que países como França e Turquia apresentam percentagens de 0%
neste indicador.
Segundo Tanya Kopps, CEO Makro Portugal, “
Depois do lançamento dos dados gerais deste estudo, esta segunda parte
foca o papel das mulheres como empresárias independentes e detentoras
de negócios próprios, fazendo-nos perceber as suas principais
preocupações. É de realçar que mais de metade das mulheres portuguesas
vê com bons olhos a abertura de um negócio independente, no entanto,
uma pequena percentagem irá pôr esse desejo em prática. É fundamental
que, no futuro, se criem iniciativas e programas que agilizem estes
processos e incentivem o sexo feminino a desenvolver e iniciar negócios
independentes
”.
O estudo demonstra que existe um consenso geral em relação à necessidade de
criação de programas administrados e geridos pelos governos, para fomentar
o empreendedorismo feminino. Uma grande fatia dos entrevistados dos 10
países (80%) revelou-se a favor da implementação de programas que
impulsionem as mulheres empreendedoras a realizar as suas ambições.
Nota aos editores:
Para o estudo, que analisa a forma como as pessoas em todo o mundo pensam
em empresas independentes e a forma como os empresários independentes veem
a sua experiência, a METRO entrevistou 10 mil pessoas em Portugal,
Alemanha, França, Holanda, Itália, República Checa, Roménia, Turquia,
Rússia e China. Estas conclusões foram anunciadas no âmbito do dia do
negócio próprio da METRO, um evento global realizado anualmente na segunda
terça-feira de outubro e que proporciona a todos os empresários um dia
diferente, homenageando-os e apoiando-os na construção de relações mais
fortes e sólidas com os seus clientes.